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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Golfinhos têm assobio individual que usam para fins sociais


Golfinhos nariz-de-garrafa têm assobios individuais que usam exclusivamente para saudar outros membros da espécie, anunciaram biólogos marinhos em estudo que será publicado nesta terça-feira.

 Usando hidrofones, cientistas da Universidade de Saint Andrews, gravaram golfinhos nadando na Baía de Saint Andrews, na costa nordeste da Escócia, nos verões de 2003 e 2004.
Quando grupos de golfinhos se encontravam, eles trocavam assobios aparentemente com o mesmo som. Mas análises forenses revelaram que os assobios eram, na verdade, assinaturas individuais, uma vez que não combinavam ou eram imitados por outros animais.

“As trocas de assobios indviduais são uma parte significativa de uma sequência de saudações que permite aos golfinhos identificar conespecíficos (membros da mesma espécie) ao encontrá-los na natureza”, destacou o estudo.
Segundo a pesquisa, os assobios são claramente importantes, uma vez que foram ouvidos em 90% dos encontros, acrescentou. Um sinal em particular veio daquele que parecia ser o líder do grupo, aparentemente dando o “OK” para os companheiros se unirem ao outro grupo.

Outros assobios poderiam ser relacionados com a aprovação sobre os papéis na busca de comida ou a identificação de indivíduos para socialização. Os golfinhos nariz-de-garrafa atuam em uma sociedade “fissão-fusão”, o que significa que eles vivem em grupos cujo número é fluido.

O estudo, realizado por Vincent Janik e Nicola Quick, é publicado no periódico britânico Proceedings of the Royal Society B. A descoberta adiciona uma curiosidade sobre o golfinho nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), um das poucas espécies capazes de inventar ou copiar ruídos.
As demais são as aves cantoras, as baleias, as focas e os morcegos, mas nestas espécies, o truque aprendido tem como objetivo a reprodução e são os machos que aprendem a cantar para atrair as fêmeas.

Segundo os cientistas, ao usar assobios para divulgar identidade e detalhes do meio ambiente, os golfinhos compartilham habilidades similares às do falante papagaio-cinzento.

Fonte: Anda

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Por Ric O' Barry - Fevereiro de 2012 - O começo do fim!!!


“Eu tenho ido a Taiji desde 2003, empreendendo uma campanha com a nossa equipe “Salve os golfinhos no Japão” para deter a maior matança de golfinhos no mundo.

  Nossos monitores da enseada estão lá durante toda a temporada de caça aos golfinhos. Normalmente, o abate vai de 1 setembro - 1 abril de cada ano. Mas estou surpreso por como as coisas estão diferentes. Pela primeira vez, acho que a maré está virando.

A mudança está no ar!

     Relatórios recentes sugerem que a temporada de caça em Taiji está terminando. A mantança geralmente dura até março, mas fontes japonesas relatam que a caça de golfinhos vai acabar dentro de algumas semanas - devido à falta de demanda por carne de golfinho.

     Isto marca o 5 º ano consecutivo em que a caça aos golfinhos de Taiji diminui desde que a nossa campanha começou.

     Nossos aliados japoneses relatam que a demanda por carne de golfinho no mercado japonês caiu vertiginosamente, especialmente desde a abertura do filme “The Cove” no Japão.

      • Em 2010, as autoridades japonesas admitiram que as vendas de carne de baleias em todo o país caíram 15 %, como cerca de 5.000 toneladas de carne congelada  excessiva foi armazenada.

      • Em 2011, a tonelagem em câmara fria subiu para 5.400 toneladas.. A carne de golfinho é muitas vezes erroneamente vendida aos consumidores japoneses como carne de baleia.

    Um jornalista japonês disse que o prefeito de Taiji admite que todas as denúncias sobre a contaminação da carne por mercúrio fizeram suas vendas de carne de golfinho cair muito.

      O terremoto do ano passado e o tsunami eliminou vários dos principais portos no norte do Japão, parando por um tempo pelo menos, a caça de toninhas de Dall. Assim, carne de golfinho dessas áreas já não está disponível, e mesmo assim, os pescadores de Taiji ainda estão tendo problemas para vender a carne contaminada de sua caça sangrenta.

     A caça de  golfinhos em Taiji está diminuindo, mas nossa equipe continuará presente na enseada, sem medir esforços, divulgando a contaminação da carne por mercúrio para os consumidores japoneses, e trabalhando com o povo japonês - para pôr fim à matança de golfinhos e baleias no Japão uma vez por todas.

     Obrigado novamente por todo o apoio para os golfinhos. Estamos fazendo progressos, de modo a manter a pressão”.

Ric O’ Barry

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Interação entre baleias e golfinhos

 
Encontros recentes entre as baleias jubarte e golfinhos revelam um lado brincalhão e divertido na interação entre espécies. 
 
Em dois locais diferentes no Havai, cientistas observaram como os golfinhos "montam" nas cabeças das baleias. As baleias levantam os golfinhos para fora da água e então eles deslizam de volta para baixo. 
 
As duas espécies parecem cooperar na atividade e não apresentam sinais de agressão ou sofrimento. Baleias e golfinhos de águas havaianas interagem muitas vezes, mas uma atividade social divertida como esta é extremamente rara entre as espécies.
 
 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Biólogos vão rastrear caça ilegal do boto-vermelho na Amazônia

Segundo levantamento divulgado em 2011, população de boto-cor-de-rosa caiu pela metade devido à pesca predatória. (Foto: Divulgação/Ampa)    
Um levantamento que será realizado ao longo de 2012 por biólogos nas cidades de Manacapuru e Beruri, ambas no Amazonas, vai detectar os efeitos da pesca da piracatinga (Calophysus macropterus), peixe também conhecido como douradinha, sobre a população dos botos-vermelhos (Inia geoffrensis), também conhecidos como botos-cor-de-rosa.

Um rastreamento em frigoríficos e entrevistas com pescadores serão realizados por especialistas ligados à Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e ao Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), para descobrir as práticas de pesca da douradinha, um peixe que consome carne apodrecida e é atraído por armadilhas onde a isca é a carne de boto.

A prática, difundida no interior do estado, também ocorre em zonas próximas a Manaus, capital do Amazonas. Segundo Sannie Brum, bióloga e pesquisadora da Ampa, frigoríficos têm financiado a pesca na região e causando o aumento da mortalidade de botos.

“São montados ‘currais’ para depósito da carga de piracatinga. Como eles (os pescadores) não querem gastar dinheiro com iscas, caçam os botos. Queremos entender este mercado, quanto custa o quilo do pescado, para quem é vendido e vamos tentar encontrar alternativas para evitar a caça do boto na captura da douradinha”, afirma Sannie.

 Caça predatória
De acordo com um estudo divulgado em 2011, em dez anos a população de botos da Amazônia reduziu pela metade. O levantamento, feito por amostragem na região de Tefé, apontou que morre por ano uma quantidade de animais sete vezes maior que o limite permitido.

Outro dado importante aponta que cada boto-vermelho, que chega a medir 2,5 metros e pesar 180 kg, pode render ao menos uma tonelada de piracatinga. Na região de Tefé, estima-se a pesca de 400 toneladas do pescado ao ano, sendo que grande parte da carga é enviada para a Colômbia.
“Já na região de Manacapuru e Beruri, os peixes vão para o comércio local e também são enviados para São Paulo e para o Nordeste”, disse a pesquisadora.

Com custo de R$ 30 mil, financiados pela Fundação Boticário, pesquisadores vão percorrer a região do Baixo Rio Purus, onde a prática ilegal de caça ao boto tem ocorrido de forma velada. Enquanto na região de Tefé os pescadores colocam a carne em caixas, na bacia do Purus são utilizadas redes leves que podem ser escondidas em possíveis flagrantes.

“Já temos relatos de que somente nesta área foram mortos em um único dia cerca de 40 botos. A partir da nossa pesquisa, vamos preparar diretrizes para aumentar a fiscalização nessas regiões, mas, principalmente, melhorar a imagem do boto junto às comunidades”, comenta.

A piracantinga, ou douradinha, consome carne morta de boto. (Foto: Divulgação/Ampa)
 Fonte: G1

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sessenta golfinhos encalham na costa dos EUA

Equipes de resgate tentam salvar golfinhos que atolaram em Cape Cod, sul de Boston, nos Estados Unidos (Foto: Julia Cumes/IFM/Handout/Reuters)   

Ativistas do bem-estar animal se disseram perplexos com dezenas de golfinhos que estão nadando em direção à terra, ao longo da costa de Cape Cod, sul de Boston, nos Estados Unidos, desde o fim da semana passada. É um dos maiores casos de golfinhos atolados em anos.

Cerca de 60 animais ficaram encalhados ao longo de 40 km de costa de Cape Cod desde quinta-feira (12), de acordo com o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW).
Até agora, 19 golfinhos foram resgatados e liberados. Alguns dos 27 golfinhos que encalharam vivos não sobreviveram, disse Karie Moore, gerente do IFAW para a busca e resgate de mamíferos marinhos. Ela estima que outros 32 já estavam mortos quando atingiram a costa.

Moore também disse que o padrão de encalhe verificado em 2012 é diferente dos anos anteriores, quando apenas um golfinho ou um grupo seriam achados em uma única praia.
"Parece que há um encalhe após o outro", disse ela. "É definitivamente algo fora do normal".
Os golfinhos começaram a encalhar na quinta-feira, quando um único golfinho ficou preso perto da cidade de Wellfleet, Massachusetts, disse Kerry Branon, porta-voz da IFAW.

No sábado, o dia mais corrido para os profissionais que fazem o resgate, pelo menos 37 golfinhos foram encontrados em cinco cidades ao longo de Cape Cod, disse Branon. A temporada de janeiro a abril é a mais comum para encalhes de golfinhos.

Segundo ela, Cape Cod está entre os lugares do mundo onde o fenômeno mais aparece. Ele tem ocorrido há séculos, mas pesquisadores ainda estão tentando determinar o que leva os golfinhos para a baía de Cape Cod nesta época do ano.

As ações em grupo tendem a ocorrer, em parte, porque os golfinhos agem de acordo com uma mentalidade coletiva. Muitos animais podem seguir um único espécime até águas rasas.
Os animais, que tendem a ficar presos em uma área com forma de gancho na baía de Cape Cod, são analisados na área por profissionais que fazem o salvamento e, em seguida, são transportados e liberados em águas profundas da área oceânica.

Biológos marinhos procuram por sinais de estresse e condições físicas, entre outros, e colocam identificadores nos golfinhos antes de liberá-los.
Alguns animais também recebem identificadores que captam movimento e transmitem os dados para os pesquisadores, disse Branon.

Moore disse que o episódio de golfinhos encalhados nas praias lembra o inverno de 2005-2006, quando golfinhos se atolaram por um período de mais de 40 dias.

A equipe de seis profissionais do IFAW que responde por mamíferos marinhos, além de mais de 300 voluntários, vão continuar a monitorar a área em busca de novos golfinhos encalhados.

Fonte: G1

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

THE COVE - A BAÍA DA VERGONHA


Vencedor do prêmio de melhor documentário do Oscar de 2010, o longa “The Cove" (A Enseada) mostra um grupo de ativistas ambientalistas que, munidos de equipamentos de filmagem com alta tecnologia e liderados pelo ex-treinador de golfinhos Ric O’Barry, vão até uma enseada em Taijii, no Japão, e registram a chocante caça aos golfinhos para a venda de sua carne e o cruel abuso que eles sofrem pelos aquários que promovem os famosos "shows com golfinhos".

ASSISTA ON-LINE COM LEGENDA EM PORTUGUÊS:

http://vista-se.com.br/redesocial/the-cove-a-enseada-assista-agora-o-vencedor-do-oscar-2010/

domingo, 4 de dezembro de 2011

Toninha albina registrada em SC é 1º caso documentado no mundo


A equipe do Projeto Toninhas registrou a presença de um filhote albino de toninha (Pontoporia blainvillei) na Baía da Babitonga, no litoral norte de Santa Catarina. Este é o primeiro caso documentado de albinismo para esta espécie de cetáceo no mundo.

O albinismo é caracterizado pela pouca ou nenhuma pigmentação nos olhos, pele ou pelo (quando presente) dos animais, segundo a bióloga Marta Cremer, da Universidade da Região de Joinville (Univille), coordenadora técnica do projeto. “É uma condição herdada geneticamente e também ocorre em seres humanos, sendo considerada muito rara”, afirma.

No Brasil, o albinismo em mamíferos marinhos já foi documentado para a baleia-franca (Eubalaena australis) e o boto-cinza (Sotalia guianensis).

Toninhas
A Baía da Babitonga abriga uma população residente de toninhas que já vem sendo estudada há mais de dez anos. A bióloga acredita que o filhote tenha nascido na última semana de outubro na baía, que é utilizada por estes animais para reprodução, alimentação e descanso.

Segundo ela, o filhote estava acompanhado de um adulto, provavelmente a mãe, e era totalmente branco. “Filhotes de toninha são totalmente dependentes da mãe até aproximadamente um ano de vida e se alimentam exclusivamente do leite materno até os seis meses, quando passam a ingerir pequenos peixes”, explica. Ainda segundo a pesquisadora, a cor do cetáceo poderá sofrer algumas alterações ao longo do tempo, adquirindo um tom acinzentado ou rosado.

O projeto
O Projeto Toninhas desenvolve atividades de pesquisa e educação ambiental destinadas à conservação das toninhas, espécie de golfinho mais ameaçada de todo o Atlântico Sul Ocidental. No início de outubro deste ano, os pesquisadores do projeto instalaram transmissores satelitais em cinco indivíduos da espécie, residentes na Baía da Babitonga, que foram capturados em uma operação especial, com a colaboração de pesquisadores argentinos e norte-americanos.

O projeto inclui estudos sobre distribuição, dinâmica populacional, padrões de residência, uso de habitat e comportamento de toninhas, além da análise de parâmetros biológicos a partir de animais encontrados mortos na região. A importância da Baía da Babitonga para a conservação da espécie foi um dos motivos que levou o governo federal e instituições locais a propor a criação de uma unidade de conservação de uso sustentável na área. “Esperamos que em breve este processo seja retomado”, reforça a bióloga.

Fonte: Anda

sábado, 12 de novembro de 2011

“The Cove Guardians” – Relatório de Taiji, Japão: equipe da Sea Shepherd documenta massacre de golfinhos


 Essa semana, segundo relatos dos ativistas da Sea Shepherd no Japão, um grupo de 25 golfinhos foi morto. A crueldade continua e não é possível intervir fisicamente contra o massacre.

A presença dos “Cove Guardians” na enseada tem irritado os caçadores, que agrediram com um empurrão dois dos ativistas. Logo se formou uma confusão e a polícia presente para defender os assassinos, expulsou nossos ativistas do local. Deprimente…

Se você não sabe o que realmente se passa em Taiji no Japão, assista ao vídeo: Golfinhos de Taiji – 2010/2011 Você conhece a verdade? – Taiji Dolphins: Do you know the truth? YouTube

Fonte: Sea Shepherd

Bangladesh: Sundarbans acolherá três santuários de golfinhos



O Bangladesh irá declarar três áreas no sul do mangal de Sundarbans como santuários para proteger os golfinhos de água doce.

No mangal de Sundarbans  vivem duas das espécies de mamíferos mais ameaçados do mundo: o golfinho-do-ganges (Platanista gangetica) e o Golfinho-de-Irrawaddy (Orcaella brevirostris). O aumento da salinidade da água, a poluição e as redes de pesca têm contribuído para o desaparecimento destas espécies.

“Decidimos declarar as áreas Dhangmari, Chandpai e Dudhmukhi de Sundarbans como santuários de golfinhos para que estes animais possam sobreviver num ambiente seguro”, refere Tapan Kumar Dey, um oficial de conservação de vida selvagem. Dey explicou que estas três áreas foram identificadas como hotspots de golfinhos pela Wildlife Conservation Society's Bangladesh Cetacean Diversity Project (BCDP) que tem desenvolvido vários estudos no Bangladesh.

Os ambientalistas referem que o ecossistema aquático de Sundarbans suporta uma variedade impressionante de cetáceos. O golfinho-de-ganges encontra refúgio nas regiões mais a norte de Sundarbans e o golfinho-de-Irrawaddy vive nas zonas mais a sul, próximo da Baía de Bengal. 

A decisão do departamento da floresta coincide com um novo estudo do BCDP que também relata avistamentos do boto-do-índico (Neophocaena phocaenoides) e do golfinho-corcunda do IndoPacífico (Sousa chinensis) no oeste de Sundarbans. Estas duas espécies, normalmente avistadas ao longo da costa, migram para o rio durante o inverno, quando o nível de salinidade é mais elevado.

“Este ano encontramos muitos destes golfinhos durante o nosso estudo, pouco tempo depois das chuvas quando os níveis de salinidade são mais baixos. A sua presença na região nesta altura pode ser uma indicação do aumento da salinidade”, refere Rubaiyat Mansur Mowgli, investigador principal do BCDP. “A diminuição de fontes de água doce e o aumento do nível médio da água do mar devido às alterações climáticas estão  afetando a população de golfinhos."

A criação dos santuários será remetida, em breve, ao Ministério do Ambiente.